Capitão Wagner assume presidência da federação União Progressistas e reafirma grupo na oposição
A executiva nacional da Federação União Progressista encerrou, nesta sexta-feira (27), uma "novela" no Ceará e deu ao ex-deputado Capitão Wagner (União) o comando estadual da composição. Assim, encaminha-se o esforço de compor a oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) nas eleições de outubro e de apoiar a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo cearense.
Wagner convocou coletiva de imprensa na tarde desta sexta para comentar a definição, ocasião em que disponibilizou o ofício da cúpula partidária. "Se havia qualquer dúvida sobre com quem ficaria a federação no estado do Ceará, está aqui o documento que comprova que nós assumiremos a federação, que terá um compromisso com a oposição, como sempre foi", disse.
A informação, desta vez tendo Antonio Rueda, presidente nacional da federação, como um dos emissores diretos, põe fim a uma guerra de versões sobre o futuro da agremiação no Ceará. Governistas, os deputados federais Moses Rodrigues e Fernanda Pessoa avançavam sobre a articulação de Wagner em busca de canalizar a robusta estrutura da federação para a campanha de Elmano à reeleição.
A cada encontro com o dirigente nacional, os três davam versões diferentes do que havia sido acordado. A situação era a mesma a cada visita de Rueda ao Ceará, como em setembro do ano passado. Contudo, no último fim de semana, ele fez uma rápida passagem pelo Estado, ocasião em que se reuniu com Wagner para acertar a decisão, conforme apurou o PontoPoder.
Já havia a expectativa de haver um desfecho sobre o caso nesta semana, considerando que a oficialização da Federação União Progressista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aconteceu nesta quinta-feira (26).
Recado a Camilo
Wagner também lembrou do episódio de migração da vice-governadora Jade Romero, que deixou o MDB rumo ao União Brasil, em meio à indefinição sobre o controle da federação. O movimento, segundo ele, foi orquestrado pelo ministro Camilo Santana (PT), coordenador de campanha de Elmano, para dar o "maior blefe da história da política cearense".
"Por que não usaram um deputado homem? Porque sabiam que era um blefe e queriam constranger uma mulher. Eu queria me solidarizar com a vice-governadora, sou adversário dela, mas me solidarizo com Jade Romero em virtude do que fizeram com ela", declarou, afirmando, ainda, que o ministro ligou pessoalmente para vários políticos tentando criar a mesma situação.
Diário do Nordeste
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